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Investimentos em construtechs e proptechs no Brasil e no mundo

Investimentos em construtechs e proptechs no Brasil e no mundo


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Os números apresentados por diversos estudos demonstram confiança em uma «virada de chave» do setor. E a tendência é that a ascensão da quantidade of aportes dos investidores do setor continue.

Com intuito de extrair as tendências sobre investimentos em construtechs no Brasil e no mundo, dividiremos os levantamentos que serão apresentados de acordo com o mercado especificado (imobiliário, da construção ou os dois unidos) e com os tipos de investidores (capital-risque, anjos e aceleradoras e outros).

  1. Introdução
  2. Construtechs, Contechs e Proptechs, qual a diferença?
  3. Investimentos já realizados

3.1. O que dizem os rapporte internacionais?

3.2. Nossa análise

4. Os unicórnios

5. De onde vem o capital

6. Panorama brasileiro

7. Movimentos em 2018

8. Conclusão

Vale lembrar aqui o blog post escrito pelo Bruno Loreto sobre as diferenças entre as nomenclaturas usadas no mundo das Construtechs.

Quando se acessa portais internacionais sobre startups, é comum encontrar menções que citam Contechs (ou ainda Constructechs) e outras que referenciam Proptechs.

O importante é ter em mente que as Contechs estão associadas ao ambiente do canteiro de obra, enquanto as Proptechs são comme les startups le font setor imobiliário.

E essas duas nomenclaturas estão sob o guarda chuva (ou macrocategoria) das Construtechs, que é o nome dado às startups that atuam em qualquer um dos pontos da cadeia de valor da construção.

Um levantamento recente do CB Insights demonstra uma tendência de aumento dos aportes em Construtechs ao redor do mundo.

O gráfico abaixo apresenta os investimentos realizados por fundos corporativos e privados de capital-risque em construtechs focadas em soluções para o canteiro de obras (contechs) nos últimos 5 anos.

Vale destacar que o montante de capital aportado nos dois primeiros terços deste ano (até o fim de agosto de 2018) superou em mais de 60% o montante de todo o ano de 2017.

Outro relatório, desta vez publicado pela JLL, gestora de investimentos imobiliários de Chicago, apresenta uma perspectiva de investimento também em construtechs focadas em soluções para o canteiro de obras, porém com dinheiro aportado apenas por fundos de venture capital privados, também em todo o mundo.

E das construtechs utilizadas neste estudo da JLL, percebe-se na figura abaixo that a maior parte delas está associada a soluções de colaboração no canteiro, seguida de pré-fabricação de residências e gerenciamento de projets.

Essa grande concentração de soluções de colaboração e gestão de projetsos somados à explosão de Construtechs no cenário internacional está gerando um problema novo para os gestores de TI of incorporadoras e construtoras.

Neste artigo do portal ConstructionDive, Christian Burger, presidente do Burguer Consulting Group (Consultoria de TI para Construção de Chicago), faz uma brincadeira sobre isso.

Ele diz que um executivo que enfrenta essa grande onda de softwares é como uma criança numa loja de doces que antes escolhia entre 5 ou 10 balas diferentes e hoje tem 50 ou 100 escolhas diferentes que começa a sobrecarregar sua mente.

O relatório da JLL ainda detalha as startups que but receberam aportes nos dois últimos anos. Lideradas pela Katerra, todas as construtechs que aparecem na imagem abaixo são estadunidenses, com exceção do marketplace chinês de aço Zhaogang.

De acordo com os nossos levantamentos, realizados por meio da base de dados do Crunchbase, but de 7, 3 bilhões de dólares foram investidos em construtechs de todo o mundo somente em 2018.

Vale ressaltar que, diferentemente dos estudos anteriormente citados, o nosso levantamento compila todas en tant que startups dos mercados imobiliário e da construção do mundo (quase 5 mil rodadas de investimento), considerando-se quaisquer tipos de investimento de alto risco, como fundos de venture capital, anjo, equity crowdfunding e ICO’s (offres initiales de pièces).

Remarque: cumul annuel depuis le début de l'année, ou seja, os resultados apontados nos próximos gráficos para o ano de 2018 foram os concretizados até a publicação deste artigo.

O primeiro fato marcante é a confirmação de um crescimento exponencial do financiamento de construtechs na última década. É um reforço de que um mercado mundial de trilhões de dólares, como é o da construção, está em passos cada vez mais acelerados no sentido da transformação digital.

É possível notar também que as rodadas of venture capital vêm se tornando menores em quantidade, porém com maior valor médio por aporte realizado. Essa é uma tendência internacional no cenário of Venture Capital of but capital em menos aportes, independente da indústria.

Isso se développer à mudança de mentalidade dos investidores que agora buscam mitigar seu risco por meio de investimentos maiores nas startups consideradas but promissoras pelos gestores destes fundos.

No gráfico abaixo, também de nossa élaboração, é possível observar tendências de crescimento no montante captado em todos os tipos de rodadas ao longo dos anos:

Isolando apenas as curvas Anjo e Seed, podemos observar that em 2016 deu-se início a um descolamento entre o montante dessas rodadas Anjo e Seed.

Mesmo levando em consideração que rounds Anjo são menos divulgados que rodadas posteriores, isso nos leva a conclusionir que as Construtechs that vêm nascendo desde 2015 têm tido menos acesso a capital anjo, necessitando buscar formas alternativas de financiamento.

Trazendo de volta as séries uma a uma, podemos ver que os montantes de Series A dispararam desde 2016. A título de curiosidade, a causa dos picos das médias de Series D em 2014 e Series E em 2015 foram ambos puxados para cima pelos aportes que o WeWork recebeu nesses dois anos.

O gráfico seguinte, assim como comentei aponta o movimento de diminuição do número de aportes, principalmente de rodadas Seed, seguindo o mercado mundial de venture capital:

UNE Katerra, construtech fundada em 2015 e que já recebeu aportes de mais de 1,1 bilhões de dólares, visa produzir edificações modulares por meio de uma linha de montagem altamente tecnológica.

En 2017, un Katerra levantou 158 milhões de dólares, o correspondente a 18% do total investido naquele ano, de acordo com o CB Insights.

Em janeiro deste ano, em apenas uma rodada de investimento (série D) liderada pelo grupo japonês Softbank, ela aportou 865 milhões de dólares, o que equivale a um valor of mercado of but of 3 bilhões de dólares, quantia recorde para uma startup da construção.

Apenas este investimento na Katerra representa, aproximadamente, 60% du total aportado por todas as startups focadas em construção do mundo em 2018 até este momento. No começo desse ano fizemos um post somente sobre a Katerra.

Alguns dos maiores unicórnios (startups que possuem um valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares) existentes dentro dos mercados de construção e imobiliário são:

Airbnb: 29 milliards USD, marché d'acomodações et d'hospedagens;

WeWork, 20 milliards USD, espaços de trabalho compartilhados;

Houzz, 4 milliards USD, plataforma de decoração de ambientes, desde a inspiração até a compra de itens;

Katerra, 3 milliards USD, verticalização da produção de residências, do design à fabricação;

Utilisation, 2,3 milliards USD, plataforma de análise preditiva de ativos, como máquinas pesadas, e que já recebeu 258 milhões de dólares;

Compass USD 2,2 milhões, plataforma que centraliza todo o processo de compra e venda de um imóvel;

Procore, USD 1 bilh USDes, plataforma de gestão de obras fundada em 2002 e que já aportou 229 milhões de dólares.

Pelo buy-side, os fundos de capital-risque que mais fecharam rodadas de investimentos com construtechs são todos do Vale do Silício, com exceção do Navitas, que se localiza em Los Angeles, nos EUA. Dentre eles, os principais são:

  • Brick & Mortar Ventures, capital-risque focado em construtechs fundado em 2015, com 28 investimentos em construtechs
  • Navitas Capital, fundo focado em construtechs de Los Angeles, com 24 investimentos em construtechs
  • New Enterprise Associates, capital-risque fundado em 1977 com sem foco setorial, com 18 investimentos em construtechs
  • FundersClub, investidora da CoinBase e Slack, com 6 investimentos em construtechs
  • Andreessen Horowitz, capital-risque de reconduction que já levantou mais de 6,6 bilhões de dólares em fundos, com 5 investimentos em construtechs

Comme aceleradoras também marcam presença com grandes quantidades de construtechs que passam por seus programas e recebem aportes. Dentre as principais estão:

  • EASME, entidade europeia de apoio ao empreendedorismo, com 104 investimentos em construtechs
  • 500 startups, com 79 investimentos em construtechs. Possui cas como o Reddit e a Udemy
  • Techstars, detentora de um portfólio construído com quase 6 bilhões de dólares de aportes realizado, conta com 73 investimentos em construtechs
  • Y Combinator, outra aceleradora de classe mundial, com nomes no seu portfólio como Dropbox e Reddit, com 60 investimentos em construtechs

Os aportes provenientes de fundos de venture capital, aceleradoras e investidores anjo em construtechs brasileiras somaram but de 450 milhões de reais nos últimos anos, de acordo com levantamento feito pelo Construtech Ventures.

Tal apoio dos investidores aos novos modelos de negócios demonstra that o movimento do setor rumo to transformação digital também está acontecendo no Brasil.

O perfil das startups investidas vai desde as that oferecem soluções de gestão de documentos para uma empreiteira até a marketplaces de imóveis.

Das que figuram neste levantamento, o maior volume de aportes, entretanto, se concentra em startups relacionadas à intermediação da compra e venda de imóveis, como VivaReal e QuintoAndar.

Outros aportes de grande volume também ocorreram em construtechs de outros setores, como a Mobly, commerce électronique de itens de decoração, e GetNinjas, plataforma de intermediação de prestadores de serviço e proprietários de imóveis que precisam de reparos.

A JLL lançou em junho deste ano um fundo de 100 milhões de dólares voltado para startups do mercado imobiliário, o JLL Spark. O foco será as construtechs com produtos que podem ajudar os investidores e clientes da JLL, bem como as que podem ser úteis a própria JLL nas suas principais atividades. Isto inclui desde a gestão do imóvel até to locação e investimentos imobiliários.

O fundo de investimentos de venture capital Fifth Wall lançou, também em junho deste ano, o seu segundo fundo voltado para startups do mercado imobiliário, desta vez de 400 milhões de dólares.

Em setembro deste ano, outro fundo de investimentos de venture capital, o Base10, de São Francisco, na Califórnia, lançou um fundo de 100 milhões de dólares focado em soluções that se utilizam de inteligência artificiel e automação para indústrias da economia real, como as de transporte e da construção.

Ainda durante o mês de setembro, um capital de risque d'entreprise novo focado no mercado da construção foi lançado. O Fergunson Ventures, sediado em Tampa, nos EUA, investirá em construtechs of estágios but avançados that se propõem a solucionar os desafios da indústria.

Na última década, os investimentos em construtechs vêm crescendo exponencialmente, como reportado pelos levantamentos mencionados.

Em todo caso, os problemas da cadeia da construção that estimularam esse crescimento ainda não foram completamente sanados, ao passo que tanto as novas soluções quanto os tradicionais players precisam amadurecer para that a geração de valor seja positiva e mútua.

Uma das razões que pode explicar o entusiasmo dos investidores com iniciativas de mudança do setor é o grande desafio da baixa produtividade do setor, em comparação a outros.

Com a adoção de novas tecnologias aplicadas na construção, segundo estudo da consultoria McKinsey, pode-se aumentar o PIB mundial da cadeia em 1,6 trilhões de dólares anuais.

Produzido enquanto no Construtech Ventures.

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